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Introdução:
Você já ouviu daqueles que mais deveriam te apoiar que seu transtorno é “falta de fé”? Que se você “orasse mais”, tudo passaria? Se sua família não entende que o Transtorno de Personalidade Borderline é real e não uma questão espiritual, este artigo é para você. Vamos explorar como lidar com essa situação sem perder sua sanidade emocional.
- Entenda Que o Problema Não Está em Você
Quando familiares atribuem seu transtorno a “falta de Deus”, eles estão projetando uma visão limitada — não um fato. O TPB tem bases neurológicas e psicológicas, não é uma falha moral ou espiritual. Você não está “errado” por sentir o que sente. - Não Entre em Brigas Sobre Fé vs. Ciência
Debater ciência versus religião raramente convence quem já tem uma crença enraizada. Em vez de discutir, você pode dizer:
“Entendo que você acredita nisso, mas meu tratamento está me ajudando. Preciso do seu apoio, não de críticas.” - Crie Limites Protegendo Sua Saúde Mental
Se as palavras da sua família te machucam, estabeleça limites claros:
“Se não puderem me apoiar, peço que pelo menos não me julguem.”
“Prefiro não discutir religião quando o assunto é minha saúde.”
- Busque Apoio em Quem Realmente Entende
Nem todo mundo está preparado para compreender o TPB. Encontre refúgio em:
Grupos de apoio online
Amigos que validam suas emoções
Profissionais que não minimizam sua experiência
- Use Uma Ilustração Poderosa
Imagine um braço quebrado: ninguém diria “isso é falta de reza” — colocariam um gesso. Seu cérebro também precisa de cuidados específicos, não apenas de orações. Fé e tratamento podem coexistir, mas uma não substitui a outra. - Transforme a Frustração em Autoconhecimento
Em vez de internalizar a culpa, pergunte-se:
“O que EU acredito sobre minha condição?”
“Como posso me fortalecer, mesmo sem a compreensão deles?”
Encontrando Seu Próprio Caminho
Você não precisa da permissão da sua família para cuidar de si mesmo. Borderline não é castigo, nem falta de espiritualidade — é um desafio que pode ser enfrentado com as ferramentas certas.
Se quiser se aprofundar em estratégias reais para lidar com o TPB (incluindo como navegar relacionamentos difíceis), conheça o E-book: Meu Olhar Borderline. Nele, compartilho o que me ajudou a encontrar equilíbrio, mesmo quando ninguém ao meu redor entendia.
Obrigada por ler até aqui. Lembre-se: sua jornada é válida, mesmo que alguns não consigam enxergar isso.
Fim!